Mãos-à-Obra – ‘Natural sofisticado’

Por Ana Antunes

No Mãos-à-Obra deste episódio, Ana Antunes ensina-lhe como personalizar um tapete. Neste caso, a nossa decoradora escolheu um tapete liso e simples e, para o entrosar melhor na decoração, decidiu aplicar-lhe um padrão com tinta.

“Natural sofisticado”

Por Ana Antunes

Por trás de cada remodelação e de cada casa há uma história de uma família. Maurício, candidatou-se ao ‘Querido’ para trazer mais alguma felicidade aos pais. Há uns anos o seu pai, Carlos, teve um AVC que lhe trouxe uma incapacidade de mais de 90%, e é a mãe, Cecília, que diariamente toma conta do marido e de todas as tarefas. O desejo de Maurício era que transformássemos a sala de forma a criar um espaço onde o casal possa estar, a fim de facilitar a logística à mãe que toma conta do pai.

Desde logo, Ana Antunes, percebeu que era um sala com potencial e com dimensões consideráveis, e que o essencial era potencializar um espaço que os dois conseguissem usufruir; mais do que realizar um sonho era importante melhorar as condições diárias da vida deste casal. Claro que o projeto tinha que passar por unir a sala à pequena cozinha que tinha dimensões de um corredor. Assim , Cecília que tinha como profissão ser cozinheira e que ainda gosta de aprimorar na sua arte pode ter o marido por perto, na sala.

As paredes da sala eram de uma textura agressiva e para se solucionar esse problema colocou-se gesso cartonado a toda a volta que, depois do primário, foi pintado de branco. Envolver estas divisões em branco era fundamental para dar destaque às texturas da decoração e ao verde que sai da janela do jardim de inverno. Este espaço é dedicado a um casal que já não é jovem e que tem uma casa de campo na cidade, e foi essa a ideia traduzida na decoração; um pouco de campo com os materiais naturais (madeira, palhinha, ratan) e de cidade com as linhas contemporâneas da cozinha, de forma a criar um natural sofisticado.

Na cozinha, um revestimento porcelânico branco texturado de folhagens passou a cobrir as paredes, e o chão dos dois espaços foi revestido com um pavimento cerâmico que imita a madeira. Como foi colocado cerâmico sobre o antigo azulejo teve de ser usada uma cola especifica, assim não foi necessário retirar o antigo. Na continuidade do conceito decorativo da sala as portas de cima dos armários são brancas e as de baixo em madeira e a decoração conta com apontamentos pretos.

Querida Sofia Dias

Por Sofia Dias

“Casas de banho com ou sem banheira?

Todos nós em algum momento já nos vimos confrontados com a decisão de deixarmos banheira na casa de banho ou trocar por uma base de duche. A realidade é que a decisão depende de 3 fatores: o estilo de vida, o agregado familiar e claro, o espaço existente.

No nosso dia-a-dia são muitos os pedidos para remodelar as casas de banho, e arriscaria dizer que 90% dos nossos pedidos tem banheira e que 90% das vezes a decisão é remover a banheira e colocar uma base de duche. Por norma adia-se esta decisão por se pensar que para remover a banheira se torna necessário alterar o layout existente do espaço e é de facto um engano.

Como em tudo, a evolução acontece, e o que era correto há 20 anos hoje pode já não fazer sentido e as casas de banho são um bom exemplo desta evolução. Com a ajuda técnica estuda-se a melhor forma de tornar as casas de banho práticas e fáceis de usar no dia-a-dia.

Mas vamos passar à prática, remover uma banheira dá trabalho sim, mas no final o ganho é substancial. A troca para a base de duche implica alterar rede de água, porque a altura da torneira no duche é mais alta, e alterar também o esgoto que na base de duche fica dentro do pavimento. Depois tem de se escolher revestimentos para forrar as paredes porque ao retirar a banheira as paredes ficam “rotas”, significa que não existe revestimento por trás. No fim escolhe-se uma divisória de duche para evitar a saída das águas para o exterior e já está.

Com esta pequena alteração ganham uma casa de banho mais prática e geralmente mais espaçosa. Sim, porque com a alteração podem ainda relocalizar os outros equipamentos e todo o espaço fica mais funcional.

Então, ainda tem dúvidas que retirar a banheira vale a pena? Acredite, é possível e vale muito a pena.”

“Dois quartos de alegria”

Por Luís Pedro de Abreu

A palavra de ordem deste episódio foi “partilha”. A Miriam e o Guilherme são dois irmãos que partilham o quarto desde sempre e isso era um preocupação para mãe que sentia que o espaço não tinha as condições necessárias.

Não só era preciso uma nova estética como também era fundamental trazer conforto ao espaço. Este quarto foi projetado para haver duas zonas distintas de forma a criar dois ambientes, uma para menina e outro para o rapaz, e esse foi o maior desfio. Criar diferenciação de espaços mas ao mesmo tempo torna-los uno era fundamental para que os dois irmãos de idades distintas se sentissem confortáveis.

O amarelo torrado foi a cor predominante com que Luís Pedro decidiu arriscar e a decoração foi, em certos objetos, inspirada nos anos 80, como as cadeiras e o aproveitamento do pavimento. Ao mesmo tempo brincou com objetos bem modernos, como os fios elétricos coloridos que percorrem paredes e tetos de forma a separar a zona da menina com fio cor de rosa e a zona do menino com fio verde.

Luís Pedro e os Queridos não podia deixar o quarto dos pais como estava, também estes merecem. Era a divisão mais pequena de sempre, então o nosso decorador arranjou uma solução de arrumação que funciona bastante bem para espaços pequenos (dois armários laterais com uma ponte que os liga também com arrumação).

Por ser um quarto tão pequeno foi todo pintado de branco e salpicado com decoração esverdeada. O papel de parede que faz lembrar a malha do linho faz de cabeceira de cama, é discreto mas acrescenta mais conforto à decoração por parecer tecido.