Mãos-à-Obra – “Um novo sentido de CASA”

Por Luís Pedro de Abreu

O que fazer numa parede branca? Um ripado de madeira traz ritmo, calor e até alguma sofisticação. As ripas podiam ser colocadas diretamente na parede mas não teria a mesma leitura, assim foram colocados paines de MDF posteriormente. Pode-se optar por deixar em cru ou pode-se também pintar o fundo de uma cor e as ripas de outra, neste caso foi tudo pintado de branco.

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“Um novo sentido de CASA”

Por Luís Pedro de Abreu

Márcio Silva, o candidato deste episódio, nasceu no Açores e desde que assentou arraiais no continente que tem lutado para conquistar a sua independência. A sua última conquista foi a casa onde vive atualmente que infelizmente carecia de conforto e comodidade. Foi a fim de renovar o apartamento e de forma a ter condições de receber a mãe, que Márcio sentiu a necessidade de se candidatar ao ‘Querido, mudei a casa!’.

Era uma sala vazia, com uma ausência total de mobiliário e de decoração, não havia mesa de jantar e o sofá era apenas um colchão no chão; sentia-se um vazio que tinha que ser urgentemente preenchido, sendo que o objetivo principal era trazer o maior conforto possível.

Uma das coisas fundamentais que o candidato tinha na sala era uma secretária de trabalho, tal como o Márcio muitos de nós tivemos que nos adaptar a esta realidade. Na casa havia uma divisão livre, uma divisão de arrumos, e quando Luís Pedro se apercebe disso desenvolveu o projeto no sentido remodelar os dois espaços e criar zonas distintas: a sala (zona de lazer) e o escritório/quarto de hospedes – tirar a zona de trabalho da zona de lazer.

Todas as paredes da sala foram preenchidas por bites para criar almofadas em virtude de cortar sua monotonia natural, estas foram criadas à imagem de paredes de uma casa apalaçada. A ideia era realmente criar o contraste do antes, a ideia de vazio, para uma divisão apalaçada, numa decoração jovem com uma fusão híbrida entre a casa jovem e a casa no sentido de “CASA”, clássica.

Este lambrim criado foi pintado de tom café com leite que contrasta com o papel de parede com um ar mais tosco de tom suave com uma textura bastante orgânica. Grande parte da iluminação escolhida foi preta e metálica para dar um masculino e industrial, tanto na sala como no quarto.

Desta vez, Luís Pedro optou por um quarto todo o branco, com ligeiros apontamentos de cor, fazia sentido ter uma decoração tranquila por ser um espaço para trabalho. O nicho que havia no quarto foi transformado num roupeiro muito original, onde o varão de madeira está suspenso em cordas.

Querida Sofia Dias

Por Sofia Dias

“A magia do gesso cartonado

Com o passar dos tempos o mercado tem apresentado soluções construtivas que procuram melhorar não só a qualidade, mas também a facilidade e a rapidez de execução das obras. É o caso do gesso cartonado, que nos dias que correm é usado em praticamente tudo.

Com esta solução fazemos divisórias (paredes interiores), tetos falsos, elementos decorativos, estruturas de apoio, enfim. Haja ideias e imaginação e o gesso cartonado faz. A realidade é que o material é cada vez mais usado porque acrescenta valor aos projetos. Quando se opta por tetos falsos em gesso cartonado temos no imediato dois ganhos: Possibilidade de melhorar a iluminação e conforto acústico, uma vez que esta solução vai permitir relocalizar pontos de luz, e baixar o nível do eco. As divisórias de gesso cartonado são mais “finas” que uma parede convencional de alvenaria e faz muito menos “lixo”, assim como demora muito menos tempo a ser executado em obra. Na decoração vem ainda acrescentar a versatilidade, pois podemos construir prateleiras, nichos, sancas de luz indireta, etc, que vão dar aquele toque especial ao espaço. Esta solução apresenta uma boa resistência, tanto física como à humidade e ao fogo, pois podemos de acordo com o projeto executar o trabalho escolhendo o gesso com as características que precisamos. É o caso das lareiras que quando as modernizamos usamos gesso ignífugo e em espaços húmidos (cozinhas e instalações sanitárias) usamos o gesso hidrófugo.

A sua qualidade e versatilidade acrescenta muito aos projetos e ao seu bem-estar, e por isso, é o material mais utilizado aos dias de hoje.”

Mãos-à-Obra – “Urban Jungle”

Por Ana Antunes

No Mãos-à-Obra deste programa, Ana Antunes em conjunto com João Benedito, explicam-lhe como adaptar um chuveiro de casa de banho para o exterior.

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“Urban Jungle”

Por Ana Antunes

A candidata deste programa, Fernanda Brito, mudou-se há poucos anos para Portugal. Fernanda, o marido e a filha moravam no Brasil e por questões de segurança decidiram mudar de país. Compraram a casa à distância pela Internet e, sem nunca a terem visto, arriscaram tudo, como tantas famílias brasileiras. Os moveis que tinham na casa eram os que a antiga proprietária tinha deixado.

A divisão com que se candidataram foi a sala, não se sentiam lá bem, principalmente pelo chão forrado a carpete que era de difícil limpeza com as cadelas que têm, e por ser um espaço frio e sem isolamento quase nenhum. Mas, assim que Ana Antunes vê pela primeira vez o espaço percebeu que não o podia projetar sem incluir o pátio, a sala vive para o exterior e esta família vem de um país em que estão habituados a conviver em espaços abertos. Não fazia sentido não prosseguir com a remodelação para o exterior, até porque com o bom tempo podem usufruir mais do jardim do que da sala.

Por se sentir uma continuidade nestes dois espaços foram aplicados o preto, o branco e o verde, num estilo contemporâneo tropical. O preto e o branco são contemporâneos e ao mesmo tempo fazem o verde, que é o tropical, destacar-se e todos os pormenores têm um bocadinho de sabor a Brasil.

O truque na sala era torná-la visualmente maior e isso foi feito através do novo layout, dos espelhos e do mobiliário visualmente mais leve. Em vez do usual papel de parede, a nossa decoradora, aplicou um painel cerâmico tríptico da Margres, que até no toque parece papel de parede. Este painel faz uma ligação bastante direta ao exterior.

O branco e o preto têm continuidade no exterior e fazem sobressair o mais importante e o que confere mais exuberância ao espaço, as plantas. Dois tipos de plantas foram escolhidas pela INGREEN: um tipo de linhas mais retas que conjuga com as tropicais. Assim foi criada uma perfeita sintonia e um bom impacto tendo em conta que o jardim tinha apenas canteiros.

Dois do momentos fundamentais do jardim são os dois painéis de azulejo simétricos, um enquadra o barbecue e o outro o chuveiro.